Wednesday, May 30, 2007

Biocombustível - Transição ?

Temos acompanhado rescentemente um certo furor quando se fala em biocombustível, como álcool e outros. Mas será a solução final para substituição dos combustíveis fósseis ou apenas como transição para um novo combustível?

De forma sensata e em escala modesta, a queima de madeira ou resíduos agrícolas para obter calor ou energia não é encarado como uma ameaça a Terra, mas devemos ter idéia que a coleta de biocombustível em larga escala é uma ameaça. O biocombustível só é considerado renovável enquanto não exerce nenhum efeito sobre o ciclo natural do carbono. Os biocombustíveis são especialmente perigosos por ser fácil demais cultivá-los em substituição ao combustível fóssil, pois demandam por uma área de terra ou oceano bem maior do que a Terra pode oferecer. Se é perigoso obter energia queimando carbono fóssil em oxigênio fóssil, imaginar que quantidades semelhantes de energia podem ser obtidas, de forma livre e segura, dessa fonte tão aplaudida de energia renovável também é. Temos de descartar o ensinamento antiquado da ciência e religião e começar a ver a superfície de florestas como algo que evoluiu para atender ao "metabolismo" do planeta - algo insubstituível. Já nos apossamos de mais de metade da terra produtiva para cultivar nossos alimentos. Como podemos presumir que o clima na Terra ficará regulado se utilizarmos mais e mais terra, antes florestas, para produzirmos biocombustíveis? Sem contar que a população mundial continua a aumentar e a demandar terra para produção de alimentos.

Por isso acredito que os biocombustíveis deveriam ser encarados como fontes renováveis de transição para uma nova fonte de energia que possa ser largamente utilizada, sem prejuízos ao meio-ambiente como talvez o hidrogênio.
Veja também:

Saturday, May 19, 2007

O profissional de TI e a sustentabilidade

Faz alguns dias, eu recebi um artigo muito interessante sobre como um profissional TI pode e deve focar suas ações no negócio da empresa, atuando estratégicamente na sustentabilidade da organização. Muitos empresas tem visto ainda o profissional de TI como custo, com foco operacional e/ou apoio, porém saibam que estes profissionais tem muito a contribuir, seja reduzindo inteligentemente o custo, seja aumentando a produtividade ou melhorando a segurança. Custo, produtividade e segurança são detalhes essenciais na gestão com foco em sustentabilidade como veremos no artigo abaixo publicado por Luciano Costa que é publisher da revista Adiante e coordenador do MBA Gestão Sustentável com Tecnologia da Informação da FIAP – Faculdade de Informática e Administração Paulista.


"Uma das principais dificuldades das empresas nesta época de grandes mudanças é a adequação de seus instrumentos e processos à estratégia de gestão. E um dos grandes desafios dos profissionais de Tecnologia da Informação é entender a estratégia e a natureza das organizações. Estudos realizados por instituições como o grupo IT Mídia desde 2002 indicam que a maioria dos CIOs prefere ter ao seu lado profissionais que sejam capazes de analisar o desempenho da empresa, avaliar riscos e participar do planejamento estratégico. Além disso, a própria dinâmica dos negócios, com fortes influências extraterritoriais, faz com que a organização necessite de estruturas ágeis, adaptáveis e sempre voltadas para a inovação. Nesse cenário, naturalmente são reduzidas as oportunidades de evolução para aqueles que se isolam no ambiente do conhecimento específico, acreditando que basta ser eficiente naquilo que faz pontualmente. Para esses, o futuro reserva a repetição de tarefas operacionais, até que seu conhecimento se torne obsoleto e descartável.


O que torna um profissional de TI obsoleto não é propriamente uma eventual limitação para seguir os desenvolvimentos tecnológicos, ou o desinteresse pela inovação, mas a incapacidade de relacionar inovação à sustentabilidade. Pela simples e nem sempre clara razão de que qualquer inovação só agrega valor se contribuir para a sustentabilidade da organização, seja reduzindo inteligentemente o custo, seja aumentando a produtividade ou melhorando a segurança. Custo, produtividade e segurança são detalhes essenciais na gestão com foco em sustentabilidade. Sem essa base, poucas organizações têm chance de sobreviver no atual cenário de competição acirrada e sem fronteiras. No entanto, o que define a sustentabilidade é um conjunto de qualidades muito mais sofisticadas, que para serem desenvolvidas exigem mudanças radicais no modelo mental que predomina tradicionalmente nas organizações.


Um desses modelos é o que define a organização como um ente individual, separado do ambiente físico e social. O atual estado do mundo, afetado por mudanças climáticas, riscos imprevisíveis como o terrorismo, a violência e os conflitos sociais, além das alterações no equilíbrio geo-econômico, exigem uma postura inversa: a organização se torna mais sustentável quanto mais souber se integrar de maneira inteligente e pragmática ao ambiente físico, social e virtual que seus processos e seus produtos ou serviços alcançam.


O americano Steven Rochlin, diretor da consultoria AccountAbility International, observa que as empresas se caracterizam por três estágios em sua capacidade de se integrar ao ambiente global de negócios: pela tomada de consciência do ambiente externo a ela, pela experimentação social e, finalmente, pela integração das relações internas e externas à sua estratégia. Rochlin, cuja organização faz a mensuração de resultados da gestão sustentável, observa que a evolução das organizações nesse processo produz a redução dos riscos e da vulnerabilidade e afeta positivamente o desempenho a médio e longo prazos.


A busca por boas práticas de governança corporativa, as exigências legais e as imposições do mercado quanto à ética nos negócios e à responsabilidade sócio-ambiental não deixam dúvidas quanto à tendência que vem se impondo. Desde os escândalos financeiros da Enron, da WorldCom e da Parmalat, entre outras, não apenas a legislação se tornou mais rigorosa, como o mercado se tornou mais exigente. Ética deixou de ser um tema de filósofos e se inseriu como um elemento definidor do sucesso nos negócios.


O profissional de TI tem um papel central a cumprir nesse novo cenário. Sem a Tecnologia da Informação, as organizações não conseguiriam alcançar a qualidade, flexibilidade e confiabilidade necessárias na busca da sustentabilidade. Da mesma forma, a capacidade de inovar se torna um diferencial importante para todas as organizações. Portanto, profissionais de TI com inteligência estratégica são protagonistas essenciais nesse cenário de mudanças pelo qual passam as organizações em todo o mundo. Aqueles que se contentam em buscar mais do mesmo acabam se tornando meros protagonistas nesse jogo.


A redução no nível médio dos salários do setor e o rebaixamento de cargos - com o posicionamento do profissional de TI abaixo do controlador financeiro, fenômeno recente e muito comum nas indústrias - podem indicar que muitas empresas não estão enxergando grandes benefícios na atividade desses profissionais. A qualificação estratégica para a busca da sustentabilidade é certamente o elemento que pode reverter essa perda e abrir novos caminhos para os profissionais da tecnologia que está transformando o mundo."


Veja também:




Tuesday, May 15, 2007

Economia da felicidade



Pense, ou melhor, sinta: As nossas ações cotidianas, das mais triviais, como ir trabalhar, até as mais nobres, como votar num referendo, das mais enervantes como fazer uma assinatura de um jornal (pegando carona no texto da Cláudia), até as mais legais como ir ao cinema com a namorada(o), são motivadas apenas por um único objetivo. Qual? Não responda ainda.

Quando reproduzimos esse mesmo raciocínio para nosso país e observamos os movimentos que o Brasil realiza ao longo do tempo, vemos que o governo, empresas e famílias também são estimulados por esse único objetivo. Fala-se muito em crowding out, aumento de oferta de crédito imobiliário, desoneração tributária, expansão do mercado de capitais, índice de Gini, PAC etc, porém qual o objetivo disso tudo?

A resposta, lá no fundo a gente sabe, mas diante de todas essas expressões confusas e, por vezes nefastas, acabamos nos esquecendo de que fazemos tudo isso para garantirmos nosso sentimento de felicidade. Nada mais, nada menos.

As formas de desenvolvimento podem ser inúmeras numa sociedade capitalista e nem sempre os caminhos a seguir estão bem definidos, uma vez que cada país tem suas características políticas, econômicas e sociológicas próprias, contudo é impossível delinear tal progresso sem ter um objetivo bem claro, que é a felicidade de seus cidadãos.

Baseado nessa perspectiva o Deutsche Bank realizou uma pesquisa na qual compara 22 países ricos e correlaciona as características socioeconômicas daqueles que foram considerados os países mais felizes.

Sobre a mensuração da felicidade, foi utilizada a metodologia de uma ONG chamada World Database of Happiness que realiza pesquisas sobre felicidade e satisfação de vida a nível mundial. As perguntas são fechadas e as respostas são ordenadas num intervalo de zero a dez, sendo dez a pessoa mais feliz. Esse nível de felicidade das nações foi correlacionado com dez indicadores macroecômicos.

Pressupõe-se que os países mais ricos fossem os mais felizes, entretanto isso não é verdadeiro por dois motivos. O primeiro é que em outra pesquisa realizada por Daniel Kahneman (o mesmo das Finanças Comportamentais e ganhador do Nobel) as pessoas têm a ilusão de que aumento de renda e consumo trazem mais felicidade, assim as pessoas tendem a trabalhar mais e dispender menos tempo para vida pessoal, gerando insatisfação. Segundo, os indicadores macroeconômicos utilizados pelo Deutsche não se referem somente à renda e ao consumo de bens materiais.

Os países que se declaravam mais felizes, coincidentemente eram os justamente aqueles que tinham o melhor desempenho em cada indicador. Pois bem, os 10 indicadores são:

1. Alto grau de confiança no próximo, ou seja, os cidadãos do país tem muita confiança de que o outro não irá lhe fazer nenhum mal. Podemos traduzir isso como civilidade. O povo da Dinamarca declarou que 66,5% dos compatriotas são confiáveis. Fui até a fonte desse dado e verifiquei que o brasileiro confia apenas 2,8%. Parafrasendo a Cláudia “de quem, afinal é a culpa disso tudo?”

2. Níveis baixos de percepção de corrupção nas instituições do país. Creio que aqui não tem muito que dizer. É só abrir os jornais brasileiros e perguntar se estamos felizes com isso tudo que está acontecendo. Os dados foram obtidos pela Transparency International.

3. Baixo desemprego, que está relacionado com renda, mas também com estabilidade ocupacional da pessoa.

4. Alto nível de escolaridade, medido pela média de anos que uma adulto entre 25 e 34 anos passou estudando, transformando o capital intelctual do país.

5. Alta renda sim dinheiro ajuda em muitas coisas, mas lembre-se de que não é tudo.

6. Alta taxa de emprego entre os idosos . Os avanços na saúde e o conseqüente aumento na expectativa de vida trouxe um fenômeno recente, indicando que aposentar-se cedo traz grandes problemas ocupacionais nessa faixa etária, provocando exclusão social, não sendo de forma alguma sinônimo de felicidade.

7. Economia informal pouco representativa. Muitas pessoas que estão na economia informal não estão trabalhando nisso por opção o que gera descontentamento. Além disso, a correlação entre o trabalho informal e a corrupção é muito alta.

8. Liberdade econômica. Quanto menos o governo intervém na economia mais oportunidade se dá ao individuo de empreender e criar.

9. Baixa proteção ao emprego. Esse item é um tanto controverso e na pesquisa fica pouco claro porque países que protegem menos os empregos são mais felizes. Uma correlação analisada sugere que países que possuem uma legislação trabalhista flexível possuem baixo nível de desemprego e de corrupção.

10. Taxas de natalidade mais altas. Ter filhos traz felicidade? Não sabemos ao certo, mas países que possuem uma sociedade com todos os indicadores acima bem desenvolvidos são mais confiantes no futuro e querem criar uma família, daí essas taxas de natalidade mais altas nesses países. Note que a pesquisa fala em taxas mais altas e não altas taxas, ocorrência verificada em países pobres.

Muitos outros indicadores poderiam ser incluídos que atestariam se uma nação é feliz e tem qualidade de vida, como taxas de criminalidade, mas segundo a pesquisa, esse tipo de dado é muito difícil de ser medido, pois cada país utiliza uma metodologia. Outro ponto a ser observado é a pesquisa não determina se tais qualidades são as causas da felicidade, apenas identifica as coincidências, o que não a invalida, já que se tem uma idéia geral de qual caminho podemos seguir. No caso do Brasil, onde ainda existe muita miséria, o sentimento de felicidade a curto prazo certamente está atrelado à alimentação, saúde e aquisição de bens materiais, mas note que esses fatores estão, de alguma forma, ligados à todos os índices acima, seja no curto e principalmente no longo prazo.

Para todos os países fica evidente que o bem estar de todos deve ser um objetivo muito bem definido para indivíduos, governo e empresas. Sem políticas de bem-estar social de longo prazo (e não assistencialismo barato) é difícil estruturar um país que torne a vida de seus cidadãos mais feliz. E sem cidadãos felizes e satisfeitos diria que é impossível erguer uma nação.


Momento de reflexão sobre a indiferença social


Confesso que o assunto que vou discutir agora nada tem haver com nosso habitual. Mas achei importante alertá-los do que aconteceu comigo e deixar uma pergunta no ar.


Hoje atendi o telefone no escritório e um sujeito se identificou como funcionário de um grande jornal de São Paulo, me oferecendo uma promoção onde eu ganharia 3 meses de jornal grátis e ingressos de cinema. Eu estava trabalhando, mas como tenho como política não ser rude com quem trabalha com telemarketing, deixei que falasse sobre a promoção. No meio da conversa, o sujeito me disse que para efetivar a promoção, precisava do meu nome completo, CPF e conta corrente. Nessa hora desconfiei de que se tratava de um golpe, desconversei e pedi para que o homem ligasse mais tarde.


Para minha surpresa, uma hora depois outro sujeito me ligou. Insistiu que "a nível de" (sic) finalizar o cadastro, precisava do meu CPF e conta corrente. Eu respondi que não estava mais interessada na promoção, mas o sujeito continuou insistindo de todas as formas. Me questionou por que eu não gostaria de presentear minha família com ingressos grátis de cinema. Chegou a me passar o endereço do site do jornal (!!) onde realmente constava umapromoção desse tipo. Para os desavisados pode enganar, mas ao verificar detalhadamente o extenso regulamento, lia-se que somente assinantes do jornal eram aptos a participar.
Eu novamente recusei. Ele insistiu e - aí vem a parte mais estapafúrdia da conversa - me perguntou se eu preferia dar dinheiro para um "ladrão como o Lula" e continuar votando "45 no Alckmin" do que aproveitar e contribuir com R$ 1,45 (o preço do exemplar do jornal segundo o sujeito) para ajudar gente honesta e trabalhadora. Eu retruquei: "se isso te incomoda tanto, acho melhor você mudar de país." Ele respondeu, alterado: "Não se trata de mudar de país, se trata de justiça!" Eu concordo, mas não vem ao caso. Respondi: "Exatamente, eu quero ser justa com você e não quero tomar seu tempo. Por isso acho melhor você ligar para outra pessoa, pois eu não estou interessada".
Em seguida ele desligou o telefone e eu fiquei a questionar: de quem, afinal é a culpa disso tudo?

Sunday, May 06, 2007

Aposentar com Dividendos de Ações?

Eventualmente vem gente me perguntar sobre ações, quais comprar, quando comprar, esse tipo de coisa. Quando a gente trabalha no mercado acionário percebe que a coisa não é como nos filmes, onde sempre tem um sujeito que faz uma fortuna especulando em um período muito curto de tempo (fazendo o chamado day trade). Quem é investidor pessoa física e tentou fazer day trade já percebeu que isso não é muito fácil. Em mercados de alta volatilidade, é possível auferir ganhos significativos executando esta estratégia ,mas também é muito fácil perder.

Com todo esse entusiasmo em cima do resultado da Bolsa, tem muita gente investindo em ações. Só que a grande batalha das corretoras, bancos e fundos de investimentos é fazer o investidor entender que aplicar em ação não é investimento de curto prazo. Tem muita gente que compra uma ação hoje, paga corretagem e fica olhando para o preço da ação todo santo dia. E convenhamos, isso é enlouquecedor para qualquer tipo de investimento.

Estamos vivendo, sem dúvida, um momento excepcional na Economia não apenas brasileira como mundial. E isso se reflete no resultado das empresas e claro, no desempenho das mesmas na Bolsa. A revista Exame fez um cálculo interessante em sua última edição:

Quem há 20 anos aplicou 1 000 reais em cada uma das empresas abaixo e reinvestiu os ganhos tem hoje rendimento anual de 35 150 reais com os dividendos. Por mês, a renda é de 2 930 reais. Confira abaixo o desempenho de cada ação

Dividendo anual
Telesp ON - 20 800 reais
Banespa ON - 6 140 reais
Vale do Rio Doce ON - 4 600 reais
Unibanco ON - 2 400 reais
Lojas Americanas PN - 1 210 reais
Muito bem, o que isso tudo quer dizer? Quer dizer, entre outras coisas, que a Economia tornou-se mais sólida, que as empresas em que esse investidor aplicou possuíam um fundamento sólido e que, quem diria, é possível se aposentar com ações. A matéria fala essencialmente de dividendos, que é a parcela de lucro distribuída aos acionistas ao fim de cada exercício social, na proporção da quantidade de ações detida. Ela parte do pressuposto que se o investidor tivesse aplicado aqueles R$ 1.000 há vinte anos nas 5 maiores empresas pagadoras de dividendos nesse período e que se ele tivesse reinvestido todo o ganho com esses dividendos em mais ações dessas empresas, teria um patrimônio de R$ 950.000 hoje em ações.
Impressionante, não? Mas devemos levar em conta que juntar esse dinheiro é fácil em teoria. O investidor físico precisa para tanto ter uma boa compreensão da ação que está adquirindo, saber se o fundamento da empresa é boa. Para tanto, pode recorrer à análise da corretora onde opera, manter-se informado sobre as ações da empresa por meio de jornais, revistas e também prestar atenção no histórico de pagamento de dividendos. Todas essas empresas possuem uma área de Relacionamento de Investidores também, onde o investidor pode ter acesso aos relatórios anuais, composição acionária, apresentações institucionais.
Além disso ele precisa ser disciplinado. Poupar o dinheiro e investir em ações sempre. Todos sabemos que isso é complicado, principalmente quando precisamos de caixa imediato e surge a tentação de realizar o ativo. Para isso, a matéria dá uma dica sábia que se todo investidor em ações tivesse na cabeça já seria um passo enorme: "nunca compre ações com um recurso que faça falta para outro investimento, como a compra de um imõvel ou de um carro. Só tire o dinheiro de uma ação se tiver em vista outra mais promissora."

Thursday, May 03, 2007

Eu contribuo com CO2 ?

Pessoal, parece que o momento atual todos nós ficamos verdes! Está em moda (ainda bem) falarmos de assuntos relacionados a Natureza, como o excesso de gás CO2 está afetando a Terra com o conhecido aquecimento global e um crescimento sustentável por exemplo. Temos que tomar providências, é o que todos os meios de comunicação falam, que os políticos falam, que até o Zé no bar da esquina fala, etc. Vamos conhecer um pouquinho da Terra, o planeta que nos acolhe.


O Equilíbrio na Terra

A Terra que nos abriga é um organismo vivo e não totalmente compreendido ainda. Mas, durante bilhões de anos, ela vem mantendo o equilíbrio necessário para a sustentação da vida. Para se ter uma idéia, as algas marinhas possuem uma relação direta com a formação de chuvas, e até o seu xixi é importante para ajudar a fixar o nitrogênio na terra para que os vegetais possam absorvê-lo. É um sistema complexo que envolve a interação dos organismos vivos, atmosfera e rochas que regula a temperatura global no nível ideal para que se tenha vida. Quando há intervenção humana maciça (6 bilhões de pessoas) poluindo, desmantando, explorando mais e mais, a Terra não consegue reagir rápido o suficiente para que o equilíbrio seja restabelecido.



Calotas Polares



Porquê todos falam das calotas polares, se estão distantes...nos polos? As calotas polares, são mecanimos utilizados pela Terra como ar-condicionado. O gelo das calotas refletem totalmente a luz que nelas incide de volta para o espaço, mantendo a Terra resfriada. Quando as calotas começam a derreter, surgem espaços de terra e seguram o calor dos raios solares, aumentando o ritmo do derretimento. Assim, nosso ar-condicionado começa a falhar. Isto é apenas um exemplo do que está acontecendo durante o aquecimento global.



Oceanos e Florestas



Os oceanos também sofrem com o excesso de CO2 (Dióxido de Carbono) na atmosfera, que provoca o aquecimento da Terra e consequentemente de suas águas. Segundo especialistas, quando a temperatura da água fica acima de 10º C, o suprimento de nutrientes fica deficiente causando a morte de algas (que ajudam a roubar CO2), prejudicando o equilíbrio da temperatura. Por outro lado, para as florestas a temperatura ideal para que se desenvolvam fica em torno dos 20ºC, e acima de 40ºC sofrerão problemas de sobrevivência.



Estilo de vida

Precisamos tomar providências! Sempre que pensamos em providências, lembramos primeiramente dos carros, caminhões, ônibus e depois das chaminés de indústrias. Está correto, mas não completo. Nosso estilo de vida está devidamente associado com os meios de transporte citados, bem como nossa comida (pré-processada ou não), nossos aparelhos elétricos, etc. Então quer dizer que eu também sou responsável pelo aquecimento global? Infelizmente, a resposta é sim. Todos nós somos. Nós temos utilizado os recursos da Terra, num ritmo que ela não consegue repor e pasmem, somos grandes emissores de CO2. O que fazer ? Que tal, darmos um ponta-pé inicial para colaborarmos com a Terra? Você sabe o quanto contribui com a emissão de CO2? Eu estava navegando pela internet e achei muito interessante a ferramenta Footprinter que baseado em seu estilo de vida, é possível calcular o quanto cada um contribui com as emissões de CO2 para atmosfera. Dêem uma olhada, vale a pena. E, claro, tomem providências.



Veja também:

Footprinter
A vingança de Gaia

Climate Change Leadership Program

Saturday, April 21, 2007

Sustentabilidade - o que é por que é importante para as empresas?

Muita gente ouve falar em sustentabilidade mas não tem nem idéia do que isso quer dizer e muito menos de onde o conceito surgiu. O assunto anda mais em voga nos últimos dias, com toda essa preocupação sobre aquecimento global, o filme do Al Gore (An Inconvenient Truth) e várias matérias em programas de televisão. O assunto é extenso e diversos ramos de estudos estão empenhados em pesquisar sobre sustentabilidade, inclusive a Economia.


Um dos primeiros trabalhos significativos que relacionam o desenvolvimento econômico às preocupações sócio-ambientais foi desenvolvido por Maurice Strong na Primeira Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento realizada em Estocolmo em 1972. Strong discutia em seu trabalho a necessidade de impulsionar o desenvolvimento nos países subdesenvolvidos com o intuito de evitar o desgaste ambiental gerado pelos mesmos.

Em 1973, Maurice Strong e Ignacy Loyola apresentaram o conceito de ecodesenvolvimento que se fundamenta em cinco dimensões: sustentabilidade econômica, sustentabilidade social, sustentabilidade ecológica, sustentabilidade espacial (geográfica) e sustentabilidade cultural. Todos estes fundamentos estariam, então, interligados de forma que se tratados com consciência pelos governos, empresas e sociedade promoveriam o crescimento de maneira sustentável.

Em 1992, novamente Economia e preocupações sócio-ambientais se cruzam em um conceito chamado de “ecoeficiência” elaborado pelo World Business Council for Sustainable Development. Segundo este conceito, a ecoeficiência é alcançada quando se produz a preços competitivos com a menor quantidade de recursos possíveis, ou seja, quando se produz de maneira a atender as necessidades econômicas e ao mesmo tempo trazendo qualidade de vida e amenizando o impacto ambiental e o consumo dos recursos ao longo do ciclo de vida a um nível no mínimo equivalente ao que o planeta é capaz de regenerar. Simplificando o conceito, é usar de maneira eficiente para beneficiar-se economicamente dos recursos existentes, mas ao mesmo tempo visando diminuir os impactos ambientais e sociais.

A ecoeficiência engloba os seguintes fundamentos: (i) reduzir o consumo de materiais com bens e serviços; (ii) reduzir o consumo de energia com bens e serviços; (iii) reduzir a dispersão de substâncias tóxicas; (iv) intensificar a reciclagem de materiais; (iv) maximizar o uso sustentável de recursos renováveis; (v) prolongar a durabilidade dos produtos; (vi) agregar valor aos bens e serviços.

O termo “desenvolvimento sustentável” foi amplamente divulgado por meio do relatório Our Common Future apresentado em 1987 na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento da Organizações das Nações Unidas (ONU) presidida na época pela Primeira-Ministra da Noruega Gro Harlem Brundtland. Segundo a definição apresentada no relatório, “desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades”.

Agora, toda essa história é linda mas....não é só jogada de marketing para que a empresa pareça mais "boazinha" e "engajada" com a população? Está certo que verificamos que é tênue a linha entre o quão socialmente responsáveis os dirigentes de uma empresa são por natureza e quanto disso está atrelado ao fato de que as empresas que não atuam desta forma podem perder mercado no futuro.
O conceito de desenvolvimento sustentável deixou de ser uma idéia defendida somente por militantes ecológicos para tornar-se uma vantagem competitiva para as empresas e uma nova forma de captar recursos para as instituições financeiras. Hoje ser sustentável já deixou de ser uma jogada de marketing para se tornar uma necessidade competitiva. Quem não o é, está deixando de criar valor. Sinal disso são os fundos criados pelos bancos chamados de sustentáveis.
A grande maioria desses fundos acompanha o ISE - Indice de Sustentabilidade Empresarial criado pela Bovespa. A carteira do ISE é revisada anualmente e sua composição é formada da seguinte maneira: são encaminhados questionários às 150 empresas mais líquidas selecionadas previamente por um conselho formado pela Bovespa. Respondidos os questionários, o conselho separa as empresas com melhores classificações considerando principalmente (i) relacionamento com empresários e fornecedores; (ii) relacionamento com a comunidade; (iii) governança corporativa; (iv) impacto ambiental das atividades.
Esse foi um panoramos inicial sobre o assunto. Com certeza, voltaremos a falar do assunto, pois como eu disse anteriormente ele é extenso e fascinante. Enquanto isso, leia mais em:


Monday, April 16, 2007

Todos querem ser Toyota!


Quando você ouve alguém falar que tem um carro da marca Toyota, o que vem imediatamente à sua cabeça? Qualidade? Acertou. Há vários anos seus carros são desejados no mundo inteiro pela sua qualidade e tecnologia e de quebra um alto índice de fidelização de clientes.

Na prática

Seu modelo de gestão foi criado nos anos 50 pelo engenheiro Taiichi Ohno, tornou-se referência de mercado. A Toyota provou que qualidade e produtividade não são antagônicos , e isto permitiu que a Toyota fizesse e desenvolvesse carros pela metade do tempo, metade do custo, em metade do espaço, sem comprometer a qualidade. Na Toyota, a qualidade não é medida por amostragem de produtos acabados, mas feita peça por peça, processo por processo. Não por acaso, a empresa ousou lançar no mercado veículos com três anos de garantia. A próxima conquista da montadora já tem data marcada: este ano ela deve ultrapassar a GM e se tornar a maior do mundo no setor automotivo. Segundo dados do Lean Institute, o sistema garante ganhos em tempo recorde, sendo que em apenas um ano de implantação do modelo as empresas aumentam de 75% para 95% a pontualidade na entrega dos produtos, reduzem pela metade os estoques, diminuem em até 70% o tempo de manufatura e elevam, em média, 40% a sua capacidade produtiva. E o que é melhor, tudo isso sem grandes investimentos, exceto com o treinamento de pessoal.

Alcoa adotou ao toyotismo

Na Alcoa, que neste ano comemora uma década de toyotismo, o modelo de gestão integrou 360 unidades de negócios, em 40 países. De lá para cá, a multinacional de alumínio economizou US$ 1,2 bilhão, com a junção de áreas, redução de estoques, entre outras ações. A produção de ligas de alumínio, da fábrica de São Luiz (MA) saltou de duas mil toneladas por mês para 11,5 mil.

Outras empresas também estão aderindo fortemente ao toyotismo, como a Avon e Danone por exemplo.

Diferencial Toyota

A empresa possue um foco muito forte no cliente, buscando o que realmente interessa ao consumidor. Na fábrica a Toyota se restringir às necessidades do mercado. Ela atende aos apelos dos seus clientes proporcionando conforto e tecnologia na medida certa, mas eliminando desperdícios, inclusive descartando valores agregados ao produto que o cliente nem está disposto a pagar. O Corolla, por exemplo, é oferecido ao mercado em apenas cinco cores. Os concorrentes têm mais de dez. Uma pesquisa mostrou que 70% dos consumidores preferem este tipo de veículo nos tons prata e preto. Com isso, a Toyota fez uma economia brutal.


Veja também:




Tuesday, April 03, 2007

Estamos mais Inteligentes?

Você é um daqueles que adora uma partida de Counter Strike, Fifa, GP ? E também gosta de assistir aos seriados com tramas complexas ? Ou mesmo uma novela das 8 horas? Não, não ache que vou dizer que você é um alienado, e que está ficando sem cérebro! Muito, pelo contrário ! De acordo com o americano Steven Johnson, depois de lançar seu último livro, Everything Bad Is Good for You (ainda sem tradução no Brasil, mas que significa algo como ‘tudo o que é ruim é bom para você’), você está muito mais inteligente!!! Vamos dar uma olhada neste artigo, sobre o livro.


O Livro

Johnson anda provocando muita polêmica no mundo todo por defender a idéia de que as expressões da cultura de massa - filmes, programas de TV e jogos eletrônicos -, tidas normalmente como lixo, são, na realidade, grandes estimulantes da mente. O inusitado é que seus argumentos são convincentes. Johnson busca olhar além dos temas violentos, sexualizados e banais que dominam vários seriados americanos e filmes de Hollywood e identifica desafios ao cérebro humano no formato desses produtos culturais. Para o escritor, a narrativa não-linear e as diversas referências presentes em seriados como Lost, e 24 Horas exercitam o raciocínio. Os games - até aqueles em que o jogador brinca de ser um criminoso -, por sua vez, contribuem para as conexões mentais de lógica e a velocidade de raciocínio, afirma ele. A tese de Johnson ganhou respaldo quando em julho de 2005, saíram os resultados da Avaliação Nacional de Progresso Educacional, teste de leitura e matemática aplicado em estudantes nos Estados Unidos desde 1971. O exame apurou que os alunos do ensino fundamental, atualmente, têm desempenho substancialmente melhor que há 30 anos nas disciplinas avaliadas.


Curva do Dorminhoco

O nome ‘dorminhoco’ vem da comédia do cineasta Woody Allen, Sleeper (O Dorminhoco, em português), de 1973. O personagem interpretado por Allen acorda 200 anos à frente e os cientistas informam a ele que gordura, caldas doces e cigarros, no fim, fazem bem à saúde. Algo semelhante ocorreu com a cultura pop - as coisas que pensávamos ser lixo, no sentido da cognição e da inteligência, na realidade se mostraram saudáveis, intelectualmente falando. O que Johnson chamou de Curva do Dorminhoco seria, então, a tendência da cultura popular, nos últimos 30 anos, a ficar mais e mais complexa e a exigir mais da inteligência das pessoas. No livro, ele fala mais da cultura americana, mas acredita que sua tese se aplica a muitos outros países.

Novelas e Reality Shows

De acordo com o livro os reality shows são em geral bem medíocres. Mas o que Johnson faz, na verdade, é comparar esses reality shows atuais com programas fracos de 30 anos atrás, como Chips, The Dukes of Hazzard (antigamente transmitido no Brasil sob o nome de Os Gatões) etc. Segundo Johnson, a maioria dos novos programas populares é muito mais complexa do que esses programas antigos horríveis. Dessa maneira, até mesmo a programação de qualidade inferior atual, se comparada à dos anos 70, tem aumentado seu nível. No entanto, isso não significa que reality shows estão nos tornando mais inteligentes, mas que a qualidade da TV está melhorando com o tempo. ‘Muitos seriados e novelas contêm estruturas narrativas complexas, com dramas que seguem múltiplas linhas. Eles exercitam habilidades como atenção, paciência e retenção de informações’.


O Titulo polêmico


De acordo com Johnson, a polêmica do nome é em parte a razão para todo mundo ter começado a discutir o assunto. Muita gente pensou que o editor do livro tivesse forçado esse nome, contra sua vontade, só para vender mais. Mas, o título do livro foi idéia Johnson. Ele acredita que se tivesse colocado um título como ‘A Cultura da Complexidade: como a Cultura Pop Está Aumentando Nossas Habilidades Cognitivas para Resolver Problemas mais do Que Há 30 Anos’, ninguém estaria falando sobre a publicação. E o preço que se paga por toda essa polêmica criada é que as pessoas começam a discutir a premissa sem ter lido, e a maioria das críticas que fazem está baseada em assuntos que ele não aborda no livro. Ao contrário do que suas idéias podem sugerir, Johnson é um grande amante dos livros. Especialista em literatura inglesa e semiótica, o autor de obras aclamadas como A Cultura da Interface e Emergência, que ganharam traduções no Brasil


Veja também:

Novos Olhares - Vida Digital

Tuesday, March 27, 2007

Artigo do The Economist

Vez ou outra eu me deparo com artigos que me deixam encantada. Este aqui, que eu peço licença autoral para divulgar no blog, fala das diferenças entre o "alpha" e o "beta". Jargões usados amplamente no mercado financeiro para denominar, no caso, a habilidade do gestor em gerar retorno e o retorno sistemático de mercado. No artigo, discutem-se as desvantagens da existência de portfolios clonados e também questiona-se se realmente os fundos estão gerando ganhos pela habilidade dos gestores ou se os mesmos apenas estão aproveitando o ganho intrínseco do mercado.
Espero que vocês apreciem o artigo do Economist e peço desculpas por estar o artigo em inglês. Prometo que os próximos eu tentarei traduzir antes de publicar.


WHAT'S IT ALL ABOUT, ALPHA?
Demystifying fund managers' returns

TOO many notes. That's what Emperor Joseph II famously said to Mozart on seeing his opera "The Marriage of Figaro". But surely to think of a musical work as just a series of notes is to miss the magic. Could the same be said about fund management? It is the fashion these days to separate beta (the systematic return delivered by the market) from alpha (the manager's skill). Investors are happy to pay high feesfor the skill, but regard the market return as a commodity.Distinguishing the two is, however, difficult.
A fund manager might beat the market because of luck or recklessness,rather than skill, for example. Suppose he packed his portfolio with oil stocks. When the crude price rises that would pay off, but it wouldbe a pretty risky portfolio. More generally, alpha sceptics often attribute eye-catching returns to "style bias", such as favouring stocks with a high dividend yield. But should they be biased against style bias? After all, the only portfolio utterly free of bias would be one that included the entiremarket. Were a Britain portfolio to exclude just one stock, such as BP, it would have a small-cap bias, a sector bias and a currency bias (most of BP's revenue is in dollars). Hence any excess return must stem froms ome element of style.
Academics have entered this debate, trying to pin down the factors that drive a fund's performance. These might include the difference inr eturns between small-cap and large-cap stocks (fund managers tend tofavour the former) or the level of credit spreads and so on. Bill Fungand Narayan Naik of London Business School have come up with a seven-factor model which, they say, can explain the bulk of hedge-fundp erformance. After allowing for these factors, the average fund of hedge funds has not produced any alpha in the past decade, except during the dotcom bubble.
This approach suggests the whole idea of alpha might be an illusion.A cademics can explain most of it, and the only reason they cannot explain all of it is because they are not clever enough to think of themissing factors. However, it is also possible to take the opposite tack. This type of analysis gives managers no credit for choosing the systematic factors--the betas--that drive their portfolios. Yes, these betas could often have been bought for very low fees. But would an investor have been able to put them together in the right combination?
It is as if a diner in Gordon Ramsay's restaurants were brave enough to tell the irascible chef: "This meal was delicious. But chemical analysis shows it is 65% chicken, 20% carrot, 10% flour and 5% milk. I could have bought those ingredients for GBP1.50. Why should I payGBP20?" The chef's reply, shorn of its expletives, might be: "The secret is in the mixing."
This debate matters because people are now trying to replicate the performance of hedge funds with cloned portfolios. Indeed Messrs Fungand Naik have shown that their model would have produced an annual return over the past four years of 11.6%, well ahead of the averagefund of hedge funds. Their performance was purely theoretical. But Goldman Sachs and Merrill Lynch have launched cloned hedge funds on the market.
There are two potential criticisms of the cloned approach. One is that it will simply reproduce all the systematic returns that hedge funds generate and none of their idiosyncratic magic. However, this "magic"is hard to pin down. Even if it does exist, Messrs Fung and Naiksuggest it may be worth no more than the fees hedge funds charge, so the managers are the only ones to benefit from their skills. The second criticism is that the clones will always be a step behind the smart money. You cannot clone a hedge fund until you know where it has been. But by then it may have moved on. As a result, the clones maypile into assets that the hedge funds are selling, making the classicmistake of buying at the top. This may not be a fatal flaw, however. It is possible to imagine some clones taking contrary bets, buying the betas that seem temporarily out of favour, in the hope that they willbe purchasing what the hedge funds are about to buy.There are some nice ironies at work here.
Hedge-fund managers often rely on secretive "black box" models: the investor puts his money in a tone end and sees the returns spat out at the other, but no more thanthat. Now, armed with just that information, academics are coming upwith their own models, which almost match the hedge funds' performance. Mozart might have sympathised. His operas were more than the sum of hisnotes. But even if the great composer had no peers, he has had plenty of imitators.


Thursday, March 15, 2007

Celular vai às compras

Imagine a seguinte cena: você foi ao cinema e ao passar no controle de acesso (catraca), você apontou seu celular para o leitor laser que reconheceu o código de barras mostrado na tela do seu celular ao invés de ter mostrado um bilhete com código de barras impresso. E você nem entrou na fila da bilheteria, pois comprou via Internet! Futuro? Não, isto já é possível e aqui mesmo no Brasil!

Canivete Suíço ou Celular Suíço?

O celular vem se mostrando mais do que simplesmente um aparelho para realizar ligações telefônica, tendo incorporado na sua evolução muitas funcionalidades como tocador mp3, foto digital, rádio, acesso a internet, troca de mensagens multimídia. E agora ele quer ser sua carteira, substituindo seu cartão crédito.

O uso do celular como forma de pagamento, substituindo plásticos e papéis, entrou definitivamente na mira de operadoras de telefonia móvel, bancos, administradoras de cartões, empresas de internet e varejistas de todos os portes.

Micropagamentos

O foco dos projetos de pagamentos móveis em todo o mundo está em micropagamentos. São transações de alto volume e baixo valor com ganho de escala e presença em segmentos como transportes, vendas porta-a-porta, serviços de entrega, programas de benefícios e até pagamentos entre pessoas.

A idéia pegou tão bem que uma empresa californiana Obopay criada em 2005 começou a ganhar espaço apostando na conveniência do cartão de crédito pré-pago pelo celular. “Se você saiu para jantar com os amigos e não tinha dinheiro para pagar pode transferir um crédito de Obopay do seu celular para o Obopay da pessoa por mensagem de texto. Depois ela converte esse valor em dinheiro”, explica o consultor. “Isso pode ser interessante para controlar gastos entre adolescentes e até mesmo dentro de uma família”. Segundo Castonguay, o serviço é usado por mais de 100 mil norte-americanos.

Mercado

Segundo a revista inglesa The Economist, as estimativas apontam que o mercado m-payment (pagamentos por celulares) deve saltar de 3,2 bilhões de dolares em 2003 para algo em torno de 37 bilhões de dólares no ano que vem.


O quinto mercado mundial

O Brasil se tornou o quinto maior mercado de celulares ativos no mundo, superando o Japão e por isso o potencial para o segmento de pagamentos eletrônicos está sendo considerado a menina dos olhos para as empresas operadoras, administradoras de cartões, bancos, varejistas e de benefícios. Todas tem projetos para serem implantados ainda este ano.


Veja também:

Wednesday, March 14, 2007

O que a China afinal, tem haver conosco?

Há 2 semanas, no dia em que a Bolsa de Xangai caiu 8,8% em apenas um dia, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caiu 7,92% e muitos se perguntaram: "por quê?"

Primeiro, vamos entender o motivo pelo qual a Bolsa de Xangai caiu. Recentemente, o governo chinês demonstrou preocupação com a possibilidade de sobrevalorização dos papéis no mercado. Segundo o site da BBC, "o mercado passou por um crescimento muito rápido e muito forte nos últimos anos. Apenas nos últimos 12 meses, as ações subiram 130%. A BBC ainda completa com o comentário do analista da TX Consulting, Qiu Yanying, em Xanghai: "Em tempos de altas sem precedentes, os riscos também subiram". Diferente da composição da Bovespa, onde o grande montante de dinheiro é movimentado por investidores institucionais e estrangeiros, a Bolsa de Xangai é em grande parte movimentada por investimentos de pessoas físicas que, na falta de lugares melhores para investir (devido a propria dinâmica do país), investem em papéis na Bolsa. Investidores estes que, ao primeiro sinal de perigo retiram seu dinheiro imediatamente da Bolsa.

Ora, mas isso não é desculpa para o caos que se viu naquela semana. Não é mesmo. Na verdade, a queda da Bolsa de Xangai e as medidas que o governo chinês impôs para conter o crescimento tomaram o mundo de temor com o medo de que isso significasse uma coisa: recessão nos EUA. Como se sabe, a China e os EUA vivem uma dinâmica nada saudável, mas que funciona: os chineses vendem seus produtos para os EUA e em troca adquirem títulos da dívida americana. Ora, se a China diz que não pode crescer mais porque acha que o mercado não vai absorver tamanho crescimento, o que se deduz é que os EUA não vai absorver o crescimento.

Calma, nada de pânico. Aliás, pânico é a palavra para o que aconteceu naquele dia. A queda da Bolsa de Xangai fez com que muitos investidores ao redor do mundo começassem um movimento de realização de lucros. Aproveitando que as Bolsas ao redor do mundo acumulavam um ganho extraordinário (a Bovespa chegou a bater 45 mil pontos, por exemplo), os investidores começaram a deixar sua posição de "comprados". O que se viu foi também um exemplo típico de "efeito manada". Sem entender o que estava realmente acontecendo, muita gente aproveitou o momento para realizar lucros.

Minha dica agora? Calma. Não estamos em recessão, mas a Bolsa está arisca. Cautela ao comprar e pense em longo prazo. Algumas pessoas ganham dinheiro no intra-day, mas a grande maioria ganha a longo prazo. Selecione com cautela as empresas boas e sólidas e invista seu dinheiro. Você não vai se arrepender.

Leia mais:

Wednesday, March 07, 2007

Aquecimento Global

Em novembro do ano passado, publicamos aqui um artigo referente ao aquecimento global e a emissão de CO2 e suas consequências baseado no Relatório Stern - Mudanças Climáticas e Economia. Do ponto de vista econômico, o relatório aponta para os danos que ocorrerão na agricultura, turismo, habitação e saúde, tanto para países ricos quanto para os países em desenvolvimento. Do ponto de vista ambiental, o estrago é ainda maior, extinguindo animais e destruindo seus habitats naturais. Isto é muito sério, pois o planeta em si é um sistema complexo, mas balanceado e uma vez os seres humanos tem alterado significativamente sua moradia (a Terra), também sofreremos as consequências disto.Hoje encontrei um novo artigo no jornal Folha de São Paulo, onde um esboço ainda não publicado de um relatório da ONU obtido pela "Spiegel Online". Este relatório aponta que as mudanças climáticas devido ao aquecimento estão acontecendo mais rápido do que se acreditava.



A verdade está lá fora

As evidências dos efeitos do aquecimento global tem sido apresentadas por vários documentários, inclusive de alguns ilustres como Al Gore (candidato a presidência dos EUA).

Mas para lembrarmos novamente:

  • Lagos glaciais estão aumentando tanto em tamanho quanto em número, levando potencialmente a cheias mortais.

  • O gelo permanente nas regiões montanhosas e em altas latitudes está esquentando, aumentando o risco de deslizamentos de terra.

  • À medida que a temperatura de rios e lagos aumenta, sua estratificação térmica e qualidade da água estão mudando.

  • As correntes dos rios, afetadas pelo derretimento do gelo e geleiras, estão acelerando durante a primavera.

  • A primavera está começando mais cedo, fazendo as plantas vicejarem mais cedo e mudando a migração das aves.

  • Muitas plantas e animais estão expandindo seus hábitats para regiões montanhosas e latitudes mais altas que estão se tornando mais amenas.

  • Mudanças na circulação da água, na criosfera (zonas geladas), assim como na flora e fauna ao longo do período dos últimos 20 anos.


O que faremos?

Enquanto o planeta assiste aos debates políticos sobre o aquecimento global e poucas ações reais como o protocolo de Kyoto por exemplo, tem sido feitas e que realmente possam reverter este quadro. Falando em reverter este quadro, não consigo imaginar China, Rússia, Brasil, além de outras nações que precisam crescer e se desenvolver interfirindo e tendo atitudes para contribuir contra o aquecimento global. Nações que hoje são consideradas desenvolvidas, contribuiram e muito para a devastação da natureza e emissão de CO2 no passado recente, e hoje numa posição privilegiada economica e socialmente apontam para os problemas do aquecimento global.


Gaia

Segundo James Lovelock que ficou famoso por sua teoria de Gaia, o planeta é um organismo vivo onde mar, terra e atmosfera trabalham em conjunto para criar as condições necessárias para a vida. A humanidade destruindo este frágil equilíbrio está criando uma nova era do gelo. Isto foi publicado dem 1979! Muitos cientistas tem verificado e aceitado suas idéias hoje.
Lovelock diz ainda que: nós somos o coração e mente do planeta. Nos temos que pensar no planeta, não apenas em nós mesmos. Nós devemos ver como temos danificado o planeta e lembrarmos sempre que somos parte dele.
Para fecharmos este artigo, cito em inglês as palavras de Lovelock
"It will be terrible for the Earth if she loses us... it is through our eyes that she sees her own beauty."


Veja também:
Impacto da mudança climática é maior do que se imaginava
Relatório Stern - Mudanças Climáticas e Economia

Sunday, March 04, 2007

Mudança


Pessoal,


Chamem isso de a volta dos que não foram ou do que quiser. Após um tempo de reflexão, decidimos expandir o tema do blog e isso inclui a minha volta. Alguns assuntos sempre foram relacionados, como Economia, Política e Sustentabilidade Ambiental. Agora resolvemos mudar o nome do blog para "Café & Companhia" e falar com mais ênfase de Tecnologia, Ações (Renda Variável) e Literatura. A idéia é manter os temas mais complexos, mas também ter um pouco de diversão. Afinal, merecemos um descanso de vez em quando. Quanto à literatura, isso fica por minha conta, onde vou comentar sobre livros que ando lendo e também escrever artigos periodicamente.


Espero que vocês continuem nos prestigiando aqui como sempre. Comentários são bem-vindos.


Um grande abraço,

Claudia Koma.

Thursday, February 22, 2007

Biometria - Minority Report?


Vocês se lembram de Minority Report? Lembram das várias cenas onde sistemas inteligentes liam a íris das pessoas e tinham acesso ao seu banco de dados? Outros filmes utilizavam leitura digital da mão ou de um ou mais dedos? A maioria, filmes ficção científica.

O uso de caraterísticas físicas e comportamentais em mecanismos de identificação é conhecido como biometria, isto é, seu corpo é sua senha. E pasmem farão parte do dia-dia nosso ainda este ano (2007). Neste ano, os três maiores bancos privados Itaú, Unibanco e Bradesco utilizarão sistemas biométricos para para reforçar a identificação do usuário, combatendo assim fraudes. Esse sistema também é usado por algumas empresas para logon no Windows ou acesso a determinado conteúdo, por exemplo.

Muitos caminhos a seguir

Bradesco, inaugurou terminais de auto-atendimento com sensores que lêem as veias da mão de seu cliente para evitar crimes. Outros bancos também estão investindo em pesquisa na área, mas tratam o assunto com cuidado estratégico. Por outro lado, o Unibanco fez testes recentes com reconhecimento da íris. E para implementar mecanismos de segurança, os Bancos gastam somas astronômicas. São centenas de milhões de reais investidos para se garantir a segurança. Apenas o banco o Bradesco para citar, investiu R$ 1,5 Bilhão em 2006!


É seguro mesmo?

De acordo com o artigo (veja também), não adiantaria por exemplo, alguém decepar seu dedo ou mão para tentar bular o sistema, pois é preciso que o sangue esteja circulando nas veias para funcionar.

Segundo os dados da International Biometric Group revelam que o mercado mundial de biometria deve movimentar cerca de US$ 3 bilhões em 2007. Em 2012, a cifra pula para US$ 7,5 bilhões, segundo estudos da consultoria, principal referência na área.O relatório aponta ainda quais tecnologias vão liderar o mercado até o final deste ano. O principal faturamento deve vir do reconhecimento de impressões digitais (59%). Identificação por padrões da face (13%) e leitura da íris (5%) vêm em seguida.

Vai uma mãozinha aí?


Veja também:
Caixa eletrônico começa a exigir leitura da mão para evitar fraudes
Entenda o que é e como funciona a biometria

Tuesday, February 06, 2007

PAC-Man

O Programa Aceleração de Crescimento (PAC) - apresentado no artigo anterior neste BLOG até hoje tem causado muita polêmica. Muitos acreditam ser um iniciativa positiva, outros nem tanto. O fato é que o PAC aponta para uma participação massiça do Estado, como um grande investidor. Há uma contradição neste caso, visto que a situação fiscal do governo não é lá estas coisas. De acordo com o professor de economia José Alexandre Scheinkman, o governo deveria ter se concentrado em dar melhores condições para o setor privado participar do processo de investimento no Brasil. É claro que projetos de infra-estrutura devem ter a participação do governo e outros como telecomunicações, quando o governo dá condições mínimas de regulamentação, o setor privado atende as necessidades do País.
De olho nos melhores

Como temos observado em outros artigos publicados em jornais, revistas, livros e no blog café com economia, os governos asiáticos apostaram muito em obras de infra-estrutura no passado e hoje dão sustentação ao crescimento econômico vertiginoso. Basta olharmos para China, e Coréia do Sul por exemplo. E desde os anos 80 o Brasil tem investido muito pouco em infra-estrutura.

A educação também é primordial para preparar o país para o crescimento. Devemos ter escolas de qualidade, do ensino fundamental até as FATECs e universidades. Temos que percorrer o caminho já trilhado por outras nações como Índia, China e Irlanda (polo de tecnologia). Olhar para os melhores e ter a ambição de superá-los e não nos nivelarmos por baixo procurando um contexto ou estigma de latinidade.

O governo gasta muito e mal o seu dinheiro (nosso). Seus gastos tem aumentado, indo na contramão do que deveria ser. A tal reforma fiscal não sai do papel e somada com a ineficiente gestão dos recursos, resta uma conta pesada para se pagar. Nós temos que pagar. Aliás, quem se lembra da CPMF? A cada hora, arranjam um motivo (conta a pagar) para não se extinguir. É um apetite voraz que me lembra o PACMan (game antigo). Isso atua de forma negativa para nosso crescimento, uma vez que somos cada vez mais onerados (pagamos mais impostos).

O Programa de Aceleração do Crescimento é muito pouco para ter impacto na economia, mas o Brasil crescerá. E o mérito será devido ao bom momento da economia mundial. Lembrando que crescer abaixo da média dos países emergentes é submergir. Isto é, estaremos mais pobres, com menos empregos e oportunidades.

Veja também:

Saturday, January 27, 2007

O Plano do Presidente Lula - será que agora 5% vai?

Nos últimos dias, um assunto tomou a pauta das discussões econômicas: o Programa de Aceleração do Crescimento divulgado por Lula, onde o presidente demonstra certo comprometimento com sua meta de crescimento de 5% ao ano. Para atingir o objetivo, o Plano é simples: melhora as condições de investimento (em bens de capital, propriamente dito) por meio de implantação de medidas de incentivo fiscal e aumenta o poder de compra do consumidor por meio de reajustes de salário mínimo. Obviamente, essas medidas devem gerar crescimento. Mas será que vai ser o suficiente para o tão sonhado 5% do presidente? Isso é questão para discutirmos mais adiante, mais precisamente na seção enquete que inauguramos hoje.

Enquanto isso, vamos ver um pouco do que se trata o PAC. O site wikipedia faz uma interessante análise sobre onde vem o dinheiro e para onde vai:

De onde vem o dinheiro? Basicamente, 219,20 bilhões de reais serão investimentos feitos por empresas estatais, sendo 148,7 bilhões de reais serão investidos somente pela Petrobrás; 67,80 bilhões de reais serão investidos com recursos do orçamento fiscal da União e da seguridade e 216,9 bilhões de reais serão investidos pela iniciativa privada, induzidos pelos investimentos públicos já anunciados.
Para onde vai o dinheiro? Como tudo o que vai, volta, uma parte vai para Energia (inclui petróleo, energia elétrica, gás natuarl e combustíveis renováveis), Infra-Estrutura Social e Urbana (projeto Luz para Todos - isso é energia também), saneamento básico, projetos de habitação, metrôes, recursos hídricos e logística.


Abaixo, algumas das principais medidas divulgadas no PAC:

  • Investimentos públicos e privados previstos da ordem de R$ 503,9 bilhões até 2010;
  • Criação de Fundo de Investimento em Infra-estrutura com recursos do patrimônio líquido do FGTS com valor inicial de R$ 5 bilhões;
  • Estímulo ao crédito e ao financiamento, incluindo aí ampliação em R$ 1 bilhão, em 2007, do limite de crédito para habitação popular;
  • Redução da arrecadação de impostos;
  • Redução consistente da alíquota da TJLP, atualmente em 6,5% ao ano;
  • Redução dos spreads do BNDES para financiamento de projetos em infra-estrurutra;
  • Realização de operações de project finance para energia, logística e desenvolvimento urbano;
  • Suspensão da cobrança de PIS e Cofins na compra de insumos e serviços utilizados pela construção civil em novos projetos de infra-estrutura de longo prazo (transportes, portos, energia e saneamento básico);
  • Isenção do Imposto de Renda às aplicações feitas no novo fundo de investimento em infra-estrutura após cinco anos da aquisição da cota;
  • Redução para zero das alíquotas do IPI, PIS, Cofins e Cide nas vendas de equipamentos de transmissão de sinais de TV digital, na aquisição de bens de capital e na transferência para aquisição de tecnologia e software;
  • Criação de lei que estabelece diretrizes para acesso aos gasodutos, fixação de tarifas, introdução do regime de concessão para construção e operação de gasodutos;
  • Reajuste do salário mínimo, entre 2008 e 2011, com base na variação anual do INPC mais a taxa de crescimento real do PIB de dois anos imediatamente anteriores. Manutenção da política de valorização do mínimo até 2023, com definição de novas regras até 2011;
  • Entre outros.

Agora é a sua vez de participar. Responda a enquete do Café com Economia:

Você acha que o Brasil vai crescer 5% em 2007?
Claro, eu confio no presidente Lula!
Nunca, esse plano é só lorota e vai acabar em pizza.
Crescer, vai...mas 5%? Eu aposto em menos.
Prefiro não arriscar...

Wednesday, January 10, 2007

iPhone - O pulo do gato

Depois de muito tempo, Steve Jobs (presidente-executivo da Apple) apresentou seu novo gadget - iPhone. Até o então, os céticos poderiam dizer que juntar celular e mp3 player não é novidade, pois já vimos isto nos aparelhos das concorrentes: Nokia, Motorola e SonyEricsson por exemplo. Mas quando se fala da Apple podemos esperar novidades realmente interessantes, em funcionalidades, acesso a serviços via internet e um design arrebatador.

Para começar o iPhone foi baseado no iPod, que é simplesmente o sinônimo de mp3 player e todos querem um. Vamos verificar mais alguns detalhes, sendo alguns inovadores.

O aparelho, mais fino que uma polegada, não tem teclado: usa tela sensível ao toque para fazer ligações, assistir a vídeos, ouvir música, conectar-se a um computador ou tirar fotos --há uma câmera digital de dois megapixels embutida.O lançamento vai "reinventar o setor de telecomunicações", anunciou Jobs, ontem, na conferência anual Macworld Expo, em San Francisco. "De tempos em tempos, um produto revolucionário vem e muda tudo", disse. E acrescentou que os outros celulares ainda estão engatinhando, uma vez que não são tão fáceis de se usar e tão pouco inteligentes.

O novo telefone, preto e prateado, é maior que o iPod Nano, com monitor de 3,5 polegadas. Há dois modelos: o mais barato, com quatro gigabytes para armazenamento de dados, custará US$ 499 (R$ 1.070) nos EUA, a partir de junho. A versão com o dobro de espaço sairá por US$ 599 (R$ 1.280). Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

A previsão é que o produto eleve as vendas da empresa em mais de US$ 1 bilhão.O iPhone concorrerá num mercado que movimenta US$ 127 bilhões ao ano-- ao lado da Motorola, Sonyericsson e da Nokia, com dificuldades para elevar vendas de seus aparelhos, alguns dos quais já dispõem de music players e conexão com a internet."O iPhone coloca a Apple diante de uma oportunidade de mercado muito maior", disse William Shope, analista da JP Morgan Securities. E claro que o iPhone terá acesso via internet à loja iTunes que já vendeu 2 bilhões de músicas até agora.

Veja também:

Apple lança o iPhone, celular com iPod

iPhone

Papéis de Nokia, LG e Samsung caem com iPhone

Sunday, January 07, 2007

Ano Novo, vida nova...até na Bolsa!

É, o ano virou e a Bolsa esteve mais arisca que nunca...quem acompanhou os mercados na última semana, espantou-se com a volatidade da Bolsa de São Paulo. No dia 05 de janeiro, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, registrou perda de 4,03%, atingindo os 42.245 pontos, a maior baixa desde 12 de junho. Notícia da Agência Estado da sexta-feira anunciava: "Boatos e aversão ao risco pressionam bolsas e moedas emergentes". Vamos entender a notícia, então.

A própria matéria nos dá insight preciosos sobre o que aconteceram nos últimos dias. Os boatos referiam-se aos movimentos na Bolsa que teriam sido causados por fundos de hedge expostos a commodities. "O inverno nos Estados Unidos e Europa está mais quente do que o normal e com isso o consumo de gás natural tem sido bem inferior ao previsto, com reflexo no preço do petróleo e podendo causar fortes perdas para alguns fundos”. O barril de petróleo era negociado na faixa de US$ 55,00, preço extremamente baixo se comparado com os níveis de US$ 70 que chegou a atingir no ano passado. Mas não vamos culpar apenas o preço do petróleo. Outras commodities como cobre e níquel também apresentam níveis de estoque elevado, afetando o valor de empresas de siderurgia e metalurgia.

A divulgação da ata do Federal Reserve (Fed) também afetou os resultados da Bolsa de São Paulo. A ata demonstrou a preocupação do comitê com a relação a economia dos Estados Unidos, o que causou um movimento de realização dos lucros na Bolsa. Além disso, os dados mais fortes do que o esperado da geração de empregos nos Estados Unidos também abalaram as esperanças de um corte iminente na taxa de juros americana. Dessa maneira, a alta dos títulos da dívida norte-americana contribuiu para a queda maior da Bolsa, sendo que os investidores acabaram migrando para as aplicações de menor risco.


No cenário interno, a divulgação do índice de produção industrial, apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que verificou alta de 0,8% situando-se acima das estimativas do mercado, gerou um clima de incerteza com relação a um novo corte de 0,5 ponto percentual da Selic (13,25%) na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).


Os analistas, no entanto, apuram que não é momento para entrar em pânico. Os movimentos eram na sua maioria esperados e boa parte do resultado na Bolsa é reflexo do que acontece com as Bolsas do mercado internacional.

Leia mais em:


Sunday, December 31, 2006

Feliz Ano Novo


Em nome de todos os colaboradores do Café com Economia, desejamos aos leitores deste blog um excelente ano de 2007 e muitas reflexões no campo da Economia :-)