Saturday, May 19, 2007

O profissional de TI e a sustentabilidade

Faz alguns dias, eu recebi um artigo muito interessante sobre como um profissional TI pode e deve focar suas ações no negócio da empresa, atuando estratégicamente na sustentabilidade da organização. Muitos empresas tem visto ainda o profissional de TI como custo, com foco operacional e/ou apoio, porém saibam que estes profissionais tem muito a contribuir, seja reduzindo inteligentemente o custo, seja aumentando a produtividade ou melhorando a segurança. Custo, produtividade e segurança são detalhes essenciais na gestão com foco em sustentabilidade como veremos no artigo abaixo publicado por Luciano Costa que é publisher da revista Adiante e coordenador do MBA Gestão Sustentável com Tecnologia da Informação da FIAP – Faculdade de Informática e Administração Paulista.


"Uma das principais dificuldades das empresas nesta época de grandes mudanças é a adequação de seus instrumentos e processos à estratégia de gestão. E um dos grandes desafios dos profissionais de Tecnologia da Informação é entender a estratégia e a natureza das organizações. Estudos realizados por instituições como o grupo IT Mídia desde 2002 indicam que a maioria dos CIOs prefere ter ao seu lado profissionais que sejam capazes de analisar o desempenho da empresa, avaliar riscos e participar do planejamento estratégico. Além disso, a própria dinâmica dos negócios, com fortes influências extraterritoriais, faz com que a organização necessite de estruturas ágeis, adaptáveis e sempre voltadas para a inovação. Nesse cenário, naturalmente são reduzidas as oportunidades de evolução para aqueles que se isolam no ambiente do conhecimento específico, acreditando que basta ser eficiente naquilo que faz pontualmente. Para esses, o futuro reserva a repetição de tarefas operacionais, até que seu conhecimento se torne obsoleto e descartável.


O que torna um profissional de TI obsoleto não é propriamente uma eventual limitação para seguir os desenvolvimentos tecnológicos, ou o desinteresse pela inovação, mas a incapacidade de relacionar inovação à sustentabilidade. Pela simples e nem sempre clara razão de que qualquer inovação só agrega valor se contribuir para a sustentabilidade da organização, seja reduzindo inteligentemente o custo, seja aumentando a produtividade ou melhorando a segurança. Custo, produtividade e segurança são detalhes essenciais na gestão com foco em sustentabilidade. Sem essa base, poucas organizações têm chance de sobreviver no atual cenário de competição acirrada e sem fronteiras. No entanto, o que define a sustentabilidade é um conjunto de qualidades muito mais sofisticadas, que para serem desenvolvidas exigem mudanças radicais no modelo mental que predomina tradicionalmente nas organizações.


Um desses modelos é o que define a organização como um ente individual, separado do ambiente físico e social. O atual estado do mundo, afetado por mudanças climáticas, riscos imprevisíveis como o terrorismo, a violência e os conflitos sociais, além das alterações no equilíbrio geo-econômico, exigem uma postura inversa: a organização se torna mais sustentável quanto mais souber se integrar de maneira inteligente e pragmática ao ambiente físico, social e virtual que seus processos e seus produtos ou serviços alcançam.


O americano Steven Rochlin, diretor da consultoria AccountAbility International, observa que as empresas se caracterizam por três estágios em sua capacidade de se integrar ao ambiente global de negócios: pela tomada de consciência do ambiente externo a ela, pela experimentação social e, finalmente, pela integração das relações internas e externas à sua estratégia. Rochlin, cuja organização faz a mensuração de resultados da gestão sustentável, observa que a evolução das organizações nesse processo produz a redução dos riscos e da vulnerabilidade e afeta positivamente o desempenho a médio e longo prazos.


A busca por boas práticas de governança corporativa, as exigências legais e as imposições do mercado quanto à ética nos negócios e à responsabilidade sócio-ambiental não deixam dúvidas quanto à tendência que vem se impondo. Desde os escândalos financeiros da Enron, da WorldCom e da Parmalat, entre outras, não apenas a legislação se tornou mais rigorosa, como o mercado se tornou mais exigente. Ética deixou de ser um tema de filósofos e se inseriu como um elemento definidor do sucesso nos negócios.


O profissional de TI tem um papel central a cumprir nesse novo cenário. Sem a Tecnologia da Informação, as organizações não conseguiriam alcançar a qualidade, flexibilidade e confiabilidade necessárias na busca da sustentabilidade. Da mesma forma, a capacidade de inovar se torna um diferencial importante para todas as organizações. Portanto, profissionais de TI com inteligência estratégica são protagonistas essenciais nesse cenário de mudanças pelo qual passam as organizações em todo o mundo. Aqueles que se contentam em buscar mais do mesmo acabam se tornando meros protagonistas nesse jogo.


A redução no nível médio dos salários do setor e o rebaixamento de cargos - com o posicionamento do profissional de TI abaixo do controlador financeiro, fenômeno recente e muito comum nas indústrias - podem indicar que muitas empresas não estão enxergando grandes benefícios na atividade desses profissionais. A qualificação estratégica para a busca da sustentabilidade é certamente o elemento que pode reverter essa perda e abrir novos caminhos para os profissionais da tecnologia que está transformando o mundo."


Veja também:




2 comments:

Claudia Koma said...

Pessoal, tem um assunto que está em voga há mais ou menos uma semana que por falha minha ainda não comentei aqui. Mas quero falar sobre isso, pois é extremamente relevante para a economia: o investment grade.

Aguardem!

renata riber said...

Boa Noite!!

Gostaria de obter mais informações a sobre este tema ti e a sustentabilidade como exemplos beneficios como implantar etc se possivel o quanto antes

renata riber