Wednesday, March 07, 2007

Aquecimento Global

Em novembro do ano passado, publicamos aqui um artigo referente ao aquecimento global e a emissão de CO2 e suas consequências baseado no Relatório Stern - Mudanças Climáticas e Economia. Do ponto de vista econômico, o relatório aponta para os danos que ocorrerão na agricultura, turismo, habitação e saúde, tanto para países ricos quanto para os países em desenvolvimento. Do ponto de vista ambiental, o estrago é ainda maior, extinguindo animais e destruindo seus habitats naturais. Isto é muito sério, pois o planeta em si é um sistema complexo, mas balanceado e uma vez os seres humanos tem alterado significativamente sua moradia (a Terra), também sofreremos as consequências disto.Hoje encontrei um novo artigo no jornal Folha de São Paulo, onde um esboço ainda não publicado de um relatório da ONU obtido pela "Spiegel Online". Este relatório aponta que as mudanças climáticas devido ao aquecimento estão acontecendo mais rápido do que se acreditava.



A verdade está lá fora

As evidências dos efeitos do aquecimento global tem sido apresentadas por vários documentários, inclusive de alguns ilustres como Al Gore (candidato a presidência dos EUA).

Mas para lembrarmos novamente:

  • Lagos glaciais estão aumentando tanto em tamanho quanto em número, levando potencialmente a cheias mortais.

  • O gelo permanente nas regiões montanhosas e em altas latitudes está esquentando, aumentando o risco de deslizamentos de terra.

  • À medida que a temperatura de rios e lagos aumenta, sua estratificação térmica e qualidade da água estão mudando.

  • As correntes dos rios, afetadas pelo derretimento do gelo e geleiras, estão acelerando durante a primavera.

  • A primavera está começando mais cedo, fazendo as plantas vicejarem mais cedo e mudando a migração das aves.

  • Muitas plantas e animais estão expandindo seus hábitats para regiões montanhosas e latitudes mais altas que estão se tornando mais amenas.

  • Mudanças na circulação da água, na criosfera (zonas geladas), assim como na flora e fauna ao longo do período dos últimos 20 anos.


O que faremos?

Enquanto o planeta assiste aos debates políticos sobre o aquecimento global e poucas ações reais como o protocolo de Kyoto por exemplo, tem sido feitas e que realmente possam reverter este quadro. Falando em reverter este quadro, não consigo imaginar China, Rússia, Brasil, além de outras nações que precisam crescer e se desenvolver interfirindo e tendo atitudes para contribuir contra o aquecimento global. Nações que hoje são consideradas desenvolvidas, contribuiram e muito para a devastação da natureza e emissão de CO2 no passado recente, e hoje numa posição privilegiada economica e socialmente apontam para os problemas do aquecimento global.


Gaia

Segundo James Lovelock que ficou famoso por sua teoria de Gaia, o planeta é um organismo vivo onde mar, terra e atmosfera trabalham em conjunto para criar as condições necessárias para a vida. A humanidade destruindo este frágil equilíbrio está criando uma nova era do gelo. Isto foi publicado dem 1979! Muitos cientistas tem verificado e aceitado suas idéias hoje.
Lovelock diz ainda que: nós somos o coração e mente do planeta. Nos temos que pensar no planeta, não apenas em nós mesmos. Nós devemos ver como temos danificado o planeta e lembrarmos sempre que somos parte dele.
Para fecharmos este artigo, cito em inglês as palavras de Lovelock
"It will be terrible for the Earth if she loses us... it is through our eyes that she sees her own beauty."


Veja também:
Impacto da mudança climática é maior do que se imaginava
Relatório Stern - Mudanças Climáticas e Economia

4 comments:

Anonymous said...

Conseguiremos equilibrar desenvolvimento x meio-ambiente? As ações que tomaremos serão paleativas apenas ou atacaremos o coração do problema?
Como ficam os países em desenvolvimento? Será que serão os vilões da história e não poderão se desenvolver e atingir o mesmo estágio dos países do primeiro mundo?

SAMUKA said...

Olá, um pequeno parenteses antes de iniciar.
(Este é meu primeiro post no blog, que conheci através de meu amigo Marcello e gosto muito da idéia de informar uma sociedade que bate recordes de audiência para o supérfluo mundo de "realitys shows", não me atrevo a traduzir essa sentença. Vamos ao post...)

Sinceramente acredito que o quecimento global deve ter sido previsto há algumas décadas, e os motivos que não fizeram que a poluição não parasse são os mesmos de hoje e não é novidade para ninguém, dinheiro.
Na revolução industrial as pessoas devem ter percebido o impacto da indústrias e seus detritos, assim como automóveis transitando (poluíndo) e o que vemos hoje é o problema exponenciado a n-ésima potência (alguém sabe quando vai parar?). A revista “Super-Interessante” desse mês possui uma matéria interessante onde cita o porque dos veículos movidos a hidrogênio não se tornarem um produto atraente – parafraseando: “Os carros movidos a hidrogênio não possuem o barulho dos carros a gasolina e não agradaria ao público masculino”.
O ponto que quero chegar é que pagamos da pior maneira possível a ganância do homem. A ecologia não é um bom negócio a curto prazo. E para se tornar um bom negócio será necessário pensar em um plano que seja lucrativo, aí entramos num paradoxo! Desacelerar a econômia, onde a palavra da ordem é "vender".
O aquecimento global está evidênciado pelas décadas de descaso que fazem com que o problema se agrave e se torne visto (ou melhor sentido), pelo nosso olfato, que logo de manhã quando nos deparamos com a poluição de milhares de veículos e pela loucura que o tempo se tornou. Eu não vejo luz no fim do tunel, pelo contrário vejo muita fumaça!

Marcello said...

Samuel,

o fato é que a matriz energética que sustenta o desenvolvimento até hoje, está fortemente baseada em recursos como petróleo e carvão. E os combustíveis alternativos ainda tem pouca representatividade nesta matriz. Como resultado, estamos sentindo as consequências do impacto causado como um aumento demasiado na temperatura global. Ações imediatas para a mitigação desses problemas, não terão resultados a curto prazo, mas devem ser tomadas.
Gostaria que você desse uma olhada no jornal Guardian Unlimited no link abaixo...

A primeira legislação no mundo para baixar emissões...

http://environment.guardian.co.uk/climatechange/story/0,,2032712,00.html

t+

Pedro Filardo said...

Histeria de mídia é complicado. Para vender crédito carbono se faz de tudo. Vocês já viram que metade dos especialistas do IPCC NÃO são climatologistas? Trata-se de um saco de gatos, muitos deles interessados em verbas para pesquisa. Vou escrever minha tese em breve: "O romantismo alemão tardio e seus efeitos no aquecimento global". Não se informem sobre climatologia com jornalistas! Lembrem-se que "jornalistas mortos não mentem"

www.dezmilplatos.blogspot.com